Avenida Senador de Queiroz, Rua Florêncio de Abreu e imediações da 25 de março. Não é novidade para os paulistanos, que o centro velho de São Paulo é um lugar propício a assaltos e assédio a nossa privacidade e liberdade de ir e vir.
Não podemos ter distrações enquanto andamos pelas ruas e nem fraquejar diante de uma desconfiança.
Mas esta semana comprovamos ainda mais essa afirmação. A violência é explicita, mesmo uma pessoa andando sob alerta pode ser alvo dos trombadões da 25. As vitimas são escolhidas pelo bolso, se estiver cheio é presa certa.
Os membros da quadrilha são ordenados e organizados, em questão de segundos a pessoa é empurrada violentamente, enquanto outro arranca do bolso a carteira. Eles fogem em seguida cada um em uma direção. O dinheiro arrecadado nos assaltos é guardado com uma menina, uma espécie de banco ambulante, e é dividido entre os membros que voltam aos mesmos locais para outras empreitadas.
Eles foram flagrados por uma equipe de reportagem, e dois dos assaltantes foram detidos. Mas esta novela já está no ar há algum tempo, a cerca de 3 anos eu trabalhava no centro, na região da Praça da República. O meu patrão um senhor de 70 anos, que trabalhou a vida toda honestamente foi assaltado exatamente desta mesma forma. Com uma única diferença. No momento em que foi empurrado perdeu o equilíbrio é caiu, teve várias luxações e pela sua idade ficou bem machucado.
Não sei dizer o que é pior se é este caso em si, ou o tempo que acontece isso no centro de São Paulo, todos os dias, com várias pessoas diariamente e nunca ninguém fez nada.
Foi preciso uma denúncia da mídia para que as autoridades abrissem os olhos para um problema tão cotidiano.
Acabei de ter uma idéia: Amigos jornalistas: vamos fazer o trabalho de segurança neste país! Acho que nosso trabalho será mais eficaz, e denunciando manteremos a população protegida de atos como esse.
domingo, 23 de setembro de 2007
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