sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Um risco para a sociedade

Segundo o professor de ciência política e diretor do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo, Paulo Sérgio Pinheiro, no período entre os anos de 1980 e 1990, as taxas de homicídios, nas grandes cidades, quase dobraram e a maioria das vítimas são crianças e adolescentes.

Relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Extermínio de Crianças e Adolescentes, entre 1988 e 1990, indica que 4.611 vítimas de homicídio tinham até 17 anos e 52% dessas vítimas foram mortas por vigilantes ilegais e policiais fazendo "bicos" em serviços de segurança ilegais. Isso é resultado da proliferação de empresas de segurança clandestinas que aumenta o risco de ações violentas e colabora com o aumento do número de homicídios.

Um levantamento da Confederação Nacional de Vigilantes, aponta que existem cerca de 600 mil homens trabalhando clandestinamente em serviços de segurança privada.
Os números não são muito recentes, mas mostra que o Ministério da Justiça precisa controlar mais a ação dessas empresas, pois quem corre risco é o cidadão que já está cansado das manchetes sobre violência nos jornais.

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